2006-11-24

Com o Natal à porta é só novidades.

A Fujifilm vai relançar o Velvia e, estes senhores inventaram uma mochila giratória.

Para ver os vídeos aqui.

2006-11-23

I chalenge you to a Face Off !

art face-off

Fiquei a saber da existência deste site ao ler os meus rss's da manhã.
Devo dizer que embora lhe admire a franqueza dos propósitos, já me soa a "old hat", já que nos tempos pioneiros da Web portuguesa tivemos a democraticidade na fotografia em todo o seu esplendôr, no saudoso Foto.pt

art

A democracia é um conceito magnifico, mas a sua aplicação a tudo e a todos, nem sempre produz resultados de que a humanidade se possa orgulhar.
A popularidade e o número de votos são apenas um tipo de referêncial que se pode usar, eu defendo sempre que o conceito de escolha, deve ser feito por quem demonstra experiência e não se deixa contaminar pelo menor denominador comum e pela vontade de agradar.
À medida que se fala cada vez mais de conteúdo gerado pelos utilizadores, "inteligências colectivas" e da "morte do autor" (esta faz-me sempre rir), eu prefiro pensar que o tempo é o melhor decisor. Vamos ver como se comportam esses conceitos "novos e giros" contra a prova do tempo. Ele costuma derrotar tudo o que não tenha consistência e qualidade para perdurar.

2006-11-22

Gorillapod

Esqueçam os velhinhos tripés. Isto é algo completamente diferente! A must have no Natal!

2006-11-02

O caminho mais curto nunca é a direito

"I have just turned down the fourth job offer from Magnum, I have turned down an incredible offer to live in a beautiful apartment on 34th Street in Manhattan for free, have turned down the chance to work together with a great photojournalist and good friend of mine. All of this for a reason that I believe is the right one."
Quem diz isto é o fotojornalista Martin Fuchs, e se só lermos esta citação, pode parecer que ele está a desperdiçar uma oportunidade que alguns de nós agarraríamos com ambas as mãos.

Mas nem tudo é o que parece, para evitar julgamentos instantâneos vamos ler um bocadinho mais:

"But now it's time for me to take the next step and move on. I don't want to sit in an office anymore. I thought about what I want to do a lot. Honestly the last two months in New York haven't only been great. Work at Magnum became normal office work, I got used to it. I didn't have enough energy and inspiration left to follow my own photography as much as I would have wanted to. [...]
And because of all the people that believe in me - but mainly for myself - I need to move on. I need to follow my dream and my passion."

Sonhos e paixões são assuntos recorrentes de muitas pessoas, mas Martin tem a consciência de que para alcançar os seus é necessário fazer algo que não agrada a ninguém:

Seguir o caminho mais duro e trabalhoso!

"Thinking about the people I know by now and thinking about the people I could have met if I would have stayed to work with this friend of mine it might not seam to be the most direct or easiest path but I decided to do that in Austria. I finally want to work on a long term project, something that I am really interested in and something that I am really passionate about. I want to continue experimenting, trying out new stuff."

Leiam a entrada completa aqui:

Another goodbye to New York

2006-10-22

What the Duck




What the Duck é um site de banda desenhada sobre fotógrafos. Algumas tiras são hilariantes.

Kurt Schwitters / Edward Weston - Même Combat!

kurt_schwitters_out_of_the_dark_1943

Kurt_Schwitters
Out of the dark
1943

Edward Weston  - Pepper 1930

Edward Weston
Pepper
1930

"A arte é um conceito primordial, sublime como a divindade, inexplicável como a vida, indefenível e gratuito. Cada linha, cor ou forma tem uma determinada expressão. A expressão só pode ser conferida através de uma determinada combinação, mas não pode ser traduzida. Não é possível formular a expressão de uma pintura por meio de palavras, tal como não é possível pintar a expressão de uma palavra como a palavra 'e'."
Kurt Schwitters

2006-09-18

Elliott Erwitt

Elliott Erwitt lançou um novo livro de fotografia intitulado Personal Best.

Algumas das fotografias presentes nesta obra podem ser vistas aqui.

2006-09-03

Caixa Duplo DVD de Henri Cartier-Bresson / 5 documentários raros


A MK2 apresenta a caixa inédita que reagrupa pela primeira vez na totalidade os filmes realizados por Henri Cartier-Bresson. 5 documentárioss raros, rodados entre 1930 e 1970, testemunham a paixão, frequentemente desconhecida, do fotógrafo pelo meio cinematográfico. Vários documentários sobre Cartier-Bresson assim como um livro de 100 páginas completam a caixa, supervisonada por Serge Toubiana, director da Cinemateca francesa. Lançamento previsto a 20 de Setembro de 2006.


Sinopse

"Fotografar: Reter a respiração quando todas as nossas faculdades convergem para captar a realidade efémera."Henri Cartier Bresson

Henri Cartier-Bresson não é "apenas" um dos fotógrafos mais reconhecidos mundialmente. Apenas numa mão cheia de documentário, realizados dos anos 30 aos 70, HCB demonstra uma afeição particular pelo cinema, um meio que concebe como "uma alternativa à fotografia na forma de ver o mundo e de abranger o movimento."Pouco antes da sua morte, um projecto sob a égide da Fundação HCB foi-lhe muito querido: deseja que a integra dos seus filmes seja editada em DVD para que estes conheçam um novo público.Esta caixa homenagem contém 5 obras maiores realizadas por Henri Cartier-Bresson cineasta.seleccionadas por Serge Toubiana, director da Cinemateca francesa, uma série de documentários consagrados ao artista permitem (re)descobrir uma obra cinematográfica forte e rara. Assim, podemos aproximar-nos mais do "olho do século" e conhecer "a história deste olhar", como escreveu o seu biógrafo Pierre Assouline.


Conteúdo dos DVDs

DVD 1 : 177' • DVD 2 : 133' • Cor e PB • All Zone • Protecção CSS • Formato Vídeo: 16/9 compatível 4/3 • Formato Áudio: Mono e Estéreo • Legendas: Francês • Menus: Francês e Inglês

DVD 1 / Henri Cartier-Bresson o realizador: Descubra as cinco obras raras que ele realizou.
• Vitória da vida (1938), documentário de Henri Cartier-Bresson sobre a entre-ajuda médica ao serviço da Espanha republicana sitiada pelas tropas do general Franco. 47'
• A Espanha Viverá (1938), segundo documentário de Henri Cartier-Bresson sobre a guerra de Espanha, realizado para o Secours Populaire, com um comentário de Georges Sadoul. 44'
• O Regresso (1945), um testemunho documental de Henri Cartier-Bresson que evoca as imagens do longo caminho estenuante de milhões de homens, prisioneiros de guerra, que se cruzavam nas estradas da Alemanha a caminho das suas casas. 33'
• Califórnia Impressões e exposições Sulistas, dois documentários a cores rodados em 1970 para a cadeia de televisão CBS News, são cadernos de viagem de Henri Cartier-Bresson na América profunda. 25' e 26'

DVD 2 / Perspectiva da sua obra cinematográfica através de uma série de documentários que lhe são dedicados.
• Henri Cartier-Bresson, Biografia de um olhar de Heinz Bütler (2003), um dos últimos filmes rodados com a cumplicidade do fotógrafoun. HCB comenta várias das suas fotografias. Testemunhos de Isabelle Huppert, Arthur Miller, Josef Koudelka, Elliott Erwitt, Ferdinando Scianna e Robert Delpire. 52'
• A aventura moderna de Roger Kahane (1975) mostra-nos HCB no trabalho. O olhar desperta, o fotógrafo espreita a sua presa, numa mão a Leica invisível. 29'
• Contactos de Robert Delpire, filme das provas de contacto de H. Cartier-Bresson. Para além da superfície fotográfica, a profundidade de um olhar sobre o mundo. 12'
• Flagrantes delitos de Robert Delpire (1967) é um filme de pura montagem realizado a partir das fotografias mais célebres de HCB, acompanhado de uma música original de Diego Masson. 22'
• Um dia no atelier de Henri Cartier-Bresson realizado por Caroline Thiénot Barbey (2005) filma HCB a desenhar e pinta. Uma reflexão livre sobre a infância da arte. 16'
• Escrever contra o esquecimento, um filme de Martine Franck e Henri Cartier-Bresson, realizado pela Amnistia Internacional (1991). Cartier-Bresson exprime a sua cólera numa carta dirigida ao presidente da mauritânia, depois de saber da morte de Mamadou Bâ, um jovem pastor assassinado pelos guardas nacionais. 3'


O Livro

Um livro (100 páginas, 192x137) ilustrado com numerosas fotografias e constituído por textos de Serge Toubiana aclara a obra cinematográfica de Henri Cartier-Bresson. Artigos e documentos de época completam esta obra inédita.

Traduzido do original

2006-08-20

Silly Journalism

por Rodrigo Guedes de Carvalho
Revista Única 19-08-2006

Aprende-se cedo na profissão. Não há notícias menores, apenas jornalistas menos dotados. Não culpem, por isso, a chamada "silly season". Assim que cheira a Verão, jornais e revistas (sim, TV também, não se preocupem) sossegam à sombra da Grande Desculpa. Na "silly season", até o jornalismo "de referência" se cola às revistas de pequena mundanidade ou imprensa tablóide: "os cuidados a ter com o sol", "as mais eficazes dietas de Verão", "as mulheres ficam mais atrevidas com o calor". Cansativo, mas pacífico. Mas cresce um perigo até agora tímido no nosso país.

Apesar de tudo, a nossa imprensa "do coração e da TV" não atingia os níveis de despudor selvagem dos tablóides britânicos, espanhóis ou alemães. Essa doce excepção esfuma-se.
Folheio algumas revistas: resmas de fotos mais ou menos desfocadas, tiros à socapa que me mostram figuras mais ou menos públicas "apanhadas". Reforço esta ideia: apanhadas. Eis o novo filão, de dentes afiados, a rir-se dos protestos ou ameaças de processos. Depois, há que enquadrar as fotos dos "snipers" em "notícias". E então lemos coisas espantosas como "fulana comeu uma peça de fruta e tomou depois banho de mar, talvez para esquecer o seu recente desgosto de amor".

Ou, a minha favorita: "Merche Romero foi ao Multibanco com o seu próprio cartão, contrariando assim a ideia de que se aproveita financeiramente de Cristiano Ronaldo". Mas não apenas tolices leves. O perigo é que as fronteiras do público e do privado se estão a esbater. Ou algumas publicações estão a empurrá-las para onde lhes convém. Fotografa-se de longe, publica-se, eles que processem se quiserem. Entretanto já vendemos uns milhares. Pormenores canalhas: algumas fotos levam legendas maldosas. Ao apresentador de TV X ou Y ou ao político Y faz-se destaque à "barriguinha que prova que os anos passaram". À actriz realça-se que se nota celulite. Calculamos, pois, que as redacções que se escondem atrás destas "revelações" estão repletas de Brad Pitts e Cindys Crawfords. Gente perfeita que não envelhece.

2006-07-02

Para terminar:

Se o primeiro parágrafo do teu texto inicial me parece quase uma reprodução de uma data de textos que já li sobre o livro (inclusive o texto da contracapa da dust-jacket original), mesmo com uma ou outra informação não muito correcta, ao longo do texto deixas uma informação que nunca li ou ouvi em lado nenhum e fiquei curioso quanto à fonte que usaste para escrever isto: "Pela vontade de Costa Martins, desaparecido em 1995, mais nenhum exemplar seria publicado." Confesso-te que conheço a família Costa Martins (…) infelizmente não conheci o próprio Manuel Costa Martins. Não digo que a tua informação está incorrecta, mas nunca tal me foi dado a entender, quer por parte dos familiares mais próximos, quer mesmo por parte de algumas pessoas que conviveram de perto com o mesmo. Até acho que se se colocasse a possibilidade de uma reedição, que este seria o primeiro a achar piada (e piada parece o termo mais correcto para aplicar neste caso).
Em relação à questão António Sena(…)penso que estavas a confundir com o pai, o António Sena da Silva, que de facto nasceu em 1926. Também era arquitecto e fotografava, e fazia-o muito bem. Era conhecido dos autores do livro, mas foi mais uma pessoa que na altura não percebeu o potencial da obra. O que não é nada de preocupante, porque foram realmente muito poucos aqueles que na altura perceberam o que ali estava representado. Durante alguns anos, fui ouvindo várias pessoas a dizer que o António Sena conhecia o livro porque o pai o tinha em casa, mas a história contada pelo António Sena nada tem a ver com isso, ele disse-me que quando encontrou esse livro e começou a fazer perguntas ao pai, este nem sequer se lembrava que o Costa Martins e o Victor Palla tinham feito tal coisa (se a memória não me atraiçoa, acho que foi mesmo isto que ele disse).

A exposição.

Em 1958, foram montadas duas exposições referentes ao livro. A primeira em Lisboa, na galeria Diário de Notícias e a segunda no Porto na galeria Divulgação, actual livraria Leitura. Em alguns textos vêm referidas como tendo sido primeiro expostas no Porto e depois em Lisboa. Penso que num texto da Margarida Medeiros sobre o Victor Palla para o #1 da revista do CPF em 98 ou 99 e numa tese monográfica do Luís Camanho sobre o livro (não me lembro da data, talvez 2003). Quanto à quantidade de imagens expostas tenho mesmo dúvidas que fossem assim tantas (o triplo das impressas no livro) mas neste momento não te posso ajudar neste aspecto, teria que procurar em cadernos de apontamentos que não estão catalogados e poderia demorar alguns dias a encontrá-los.

(…) Gérard, o que é certo é que este foi dos poucos que percebeu a importância do livro e afirmou-o pessoalmente em carta escrita aos autores no início da década de 60 (61 penso eu) e foi mesmo dos poucos a fazê-lo nessa altura (podes confirmar no livro do António Sena que te indiquei).
Informação chegada via e-mail e que, apesar de não verificada, pela quantidade de fontes disponibilizadas, permite que tal seja feito.